Projeto envolvendo o ioiô incentiva crianças à prática do esporte!

Camila Garcia

Da Redação

Ele gira pra lá e pra cá, joga pra cima e para baixo e ainda finaliza o truque com uma arte especial: o rosto de Darth Vader, o personagem da série Star Wars, estampada com as linhas do ioiô. Sim, acredite. A arte é de Levy Giovanini, de 20 anos, mais conhecido como Lambari. O atleta começou a praticar do esporte aos 15 anos e há dois representa a Ioiô Fênix por todo o Brasil. Especialista em mais de 20 manobras diferentes e difíceis do objeto, Giovanini é hoje um exemplo de garra. “O ioiô hoje é minha vida. Por meio dele pude conhecer inúmeros lugares do País e ainda me sinto um herói quando sou aplaudido com tanta alegria pelas crianças que visitamos em nossos programas”, diz.

A moda do esporte, que foi febre entre os anos de 1982 e 1995, voltou na cidade de Guarulhos por meio do projeto produzido pela Ioiô Fênix, que é associada a Associação Brasileira de Ioiô (ABI), entidade que organiza campeonatos por todo o Brasil. O projeto tem como principal objetivo incentivar a prática do esporte, tirar as crianças da rua, das drogas, da frente do computador e mostrar o quanto o exercício pode fazer bem à saúde. “Temos exemplos de crianças que começaram a frequentar nossos encontros que não tinham coordenação motora. Hoje, essas mesmas crianças, que duvidavam de sua capacidade, estão treinando e competindo”, diz José Geraldo do Nascimento, representante da Ioiô Fênix.

O projeto é itinerante e fica cerca de 120 dias em cada região. Em Guarulhos desde fevereiro, a trupe estuda a localidade aonde vão se instalar por alguns meses e em seguida começam as atividades por diferentes bairros da cidade. “Guarulhos é um município grande e com inúmeras crianças carentes. Frequentamos escolas, praças e qualquer outro lugar onde nosso trabalho seja bem vindo”, explica Nascimento.

Até o mês de julho, todos os sábados, a partir das 16h, é possível encontrar a turma do ioiô na Praça Mamonas Assassinas, no Cecap e no Bosque Maia. A única exigência para participar do grupo é ter um ioiô profissional da Fênix, que pode ser encontrado no comércio por R$7 e topar o desafio. “É maravilhoso poder resgatar o ioiô e ver nos olhos da criançada a felicidade por ter conseguido finalizar um truque”, diz Geraldo.

Iôiô no Mundo

A origem do ioiô é um mistério. Grécia, China, Filipinas. Diversos lugares do mundo podem ter sido o berço do ioiô. Ioiôs rústicos de barro e de metal já foram encontrados em ruínas gregas de cerca de 2500 anos. Brinquedos similares eram usados pelos chineses antes disso. Foi só em 1928, no entanto, que o ioiô começou a se popularizar no resto do mundo, quando um filipino, Pedro Flores, levou o ioiô para os Estados Unidos e começou a comercializá-los. No Japão, por exemplo, o ioiô é tão popular quanto é o uso da bicicleta aqui no Brasil.

No Brasil

O ioiô no Brasil, assim como em inúmeros outros países, teve períodos de “febre”, onde o brinquedo se tornou mania entre jovens e crianças, a maioria impulsionadas pelos ioiôs Coca-Cola/Russell. Em 2002 foi fundada a Associação Brasileira de Ioiô. Em 2003, o primeiro brasileiro da história, Rafael Matsunaga, consagrou-se Campeão Mundial na modalidade Counterweight. O Brasil tem se destacado no cenário internacional pelos seus resultados em campeonatos internacionais e qualidade dos jogadores, sendo considerado por muitos como a terceira potência mundial do esporte, atrás apenas do Japão e Estados Unidos.